Uma viagem imprevisível, um documentário sem nome

julho 5, 2011 § 1 comentário

Ainda a tempo e encorajado pelo meu parceiro de empreitada, André Solnik, decidi montar um blog a respeito da minha viagem para a região do Xingu, no estado do Pará.

Neste exato momento, estou pendurado em uma rede, amontoado ao lado de outras 50 pessoas em uma balsa que se aproxima do rio Amazonas e que, ao final do trajeto, terá nos levado até Vitória do Xingu, última parada antes de Altamira, “o olho do furacão”.

André, como de costume, descansando

Antes disso, passei duas noites em Belém, onde fiquei hospedado na casa da Dona Socorro, cujo filho, Rafael, o André conheceu pelo Couchsurfing, um site de relacionamentos para pessoas que gostam de viajar mundo afora. Eles moram em Terra Firme, bairro da periferia da cidade, em uma casa que fica em cima de uma padaria e uma academia de ginástica.

Aproveitamos esse tempo para acompanhar uma manifestação contrária a Belo Monte, que ocorreu no centro da cidade, e para conhecer o mercado Ver-o-peso, um dos lugares mais incríveis em que já estive. Registrei tudo isso com a minha câmera e pretendo dar uma pequena amostra dessa aventura nos posts a seguir.

Até então, nossa única certeza é de que estamos a bordo da balsa Gabriela, que transporta mercadorias para as cidades de Breves, Gurupá, Porto de Moz, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu.

O restante da viagem promete ser uma incógnita. Nosso maior desafio, provavelmente, será conseguir passar um tempo em pelo menos uma das aldeias indígenas da Volta Grande do Xingu, trecho de aproximadamente 100 km localizado a jusante da futura barragem.

02/07/2011 – 18:36

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